Wednesday, May 24, 2006

Cidade Florida




Eu, que não costumo encontrar grande beleza na cidade em que vivo, percorri as ruelas de Abrantes em busca de qualquer coisa. De um momento de lucidez. Acho que encontrei. Tudo tem e pode ter a sua beleza...



Nexus, 1959, Henry Miller



A descoberta de um outro mundo...

Tuesday, May 23, 2006

Breathe



Breathe, breathe in the air
Don't be afraid to care
Leave, but don't leave me
Look around
Choose your own ground

Long you live and high you fly
And smiles you'll give and tears you'll cry
And all you touch and all you see
Is all your life will ever be

Run, rabbit run
Dig that hole, forget the sun
And when at last the work is done
Don't sit down It's time to dig another one

For long you live and high you fly
But only if you ride the tide
And balanced on the biggest wave
You race towards an early grave

Pink Floyd

Monday, May 22, 2006

Daniel Filipe (1925-1964) - A Invenção de Amor



A Marta, no seu blogue, lembrou-me esse que é e não é o meu poema preferido (haverá essa coisa do "poema preferido"?). É um dos meus poemas preferidos e, talvez, certas vezes, se estiver a olhar o mar, decida que esse é, de facto, o meu poema preferido. Não interessa. É um poema. Belo.

Como é enorme não o passo aqui, mas facilito a tarefa para os mais preguiçosos: http://www.astormentas.com/danielfilipe.htm

Deliciem-se...

Tuesday, May 09, 2006

Poema

Roleta Russa

Num café, um homem e uma mulher discutem
alagados de amor
as já tão costumeiras
amiúdes
ciumeiras
contradições de olhares.

De nada lhes valerá
este jogo.

Na Roleta Russa de Impérios
o destronar de castelos
saberá impôr-se.

Porém
para quê
apressá-los ao futuro?

Para quê
vilmente
explorar-lhes este gesto?

Da força das âncoras
já tudo se conhece.

Então
deixemos transbordar
ventanias.

Porque às ventanias
se pede isso mesmo:
Que nunca voltem
Que nunca se vão.



Ricardo Silveirinha

Monday, May 08, 2006

Homenagem aos "veados" (cuidado com as confusões!!!)



Mal nos conhecemos

Inauguramos a palavra amigo!

Amigo é um sorriso/ De boca em boca,

Um olhar bem limpo

Uma casa, mesmo modesta, que se oferece.

Um coração pronto a pulsar

Na nossa mão!

Amigo (recordam-se, vocês aí,

Escrupulosos detritos?)

Amigo é o contrário de inimigo!

Amigo é o erro corrigido,

Não o erro perseguido, explorado.

É a verdade partilhada, praticada.

Amigo é a solidão derrotada!

Amigo é uma grande tarefa,

Um trabalho sem fim,

Um espaço útil, um tempo fértil,

Amigo vai ser, é já uma grande festa!

Amigo, Alexandre O´Neill

Quotidiano



E se, de repente, eu trabalhasse com e para a Igreja?

Muah ah ah ah ah ah (riso demoníaco)

Que sublime e lancinante ironia...


Le Marin de Gibraltar, 1952, Marguerite Duras


(para ler, ouvindo a música "ficar", da Margarida Pinto....repeat one durante horas)

A busca eterna por aquilo que se perdeu. O amor perdido no horizonte. Sempre. Como se por detrás dessa linha, houvesse, enfim, o nosso refúgio. É um livro bonito. De uma grande escritora.

Incontornável verdade...


« Ao fim de 23 anos, de 23 milhões de mortos e 40 milhões de vivos infectados, a Igreja Católica pôs-se a pensar e achou, caramba, se calhar o preservativo é um "mal menor" »

- Fernanda Câncio in Diário de Notícias


Sunday, May 07, 2006

Rabindranath Tagore (1861-2006)








Hoje, dia 7 de Maio de 2006, comemoram-se os 145 anos de Rabindranath Tagore. Morreu em 1941, mas lendo aquilo que ele escreveu, e absorvendo todos os ideais que estiveram na base da sua forma muito própria de viver e observar o mundo, diria que Tagore não morreu. Tagore está vivo, e recomenda-se. A grande descoberta da minha vida, até agora. Um homem pelo qual valeria a pena morrer. Para os que não conhecem a figura, dizer que ganhou o Prémio Nobel da Literatura em 1913, e que é, juntamente com Ghandi, a grande figura da cultura, filosofia e política da Índia. Por falar em Ghandi, foi Tagore quem popularizou o termo Mahatma (alma grande). Deixo aqui alguns pensamentos deste filósofo, ensaísta e poeta universal:

«All the convergent influences of the world run through this society: Hindu, Moslem, Christian, secular; Stalinist, liberal, Maoist, democratic socialist, Gandhian. There is not a thought that is being thought in the West or East that is not active in some Indian mind.»



«In my view the imposing tower of misery which today rests on the heart of India has its sole foundation in the absence of education. Caste divisions, religious conflicts, aversion to work, precarious economic conditions - all centre on this single factor.»

«To get on familiar terms with the local people is a part of your education. To know only agriculture is not enough; you must know America too. Of course if, in the process of knowing America, one begins to lose one's identity and falls into the trap of becoming an Americanised person contemptuous of everything Indian, it is preferable to stay in a locked room.»

«When we were together, we mostly played with words and tried to laugh away our best opportunities to see each other clearly ... Whenever there is the least sign of the nest becoming a jealous rival of the sky [,] my mind, like a migrant bird, tries to take ... flight to a distant shore.» [carta a Victoria Ocampo]

«[Gandhiji] condemns sexual life as inconsistent with the moral progress of man, and has a horror of sex as great as that of the author of The Kreutzer Sonata, but, unlike Tolstoy, he betrays no abhorrence of the sex that tempts his kind. In fact, his tenderness for women is one of the noblest and most consistent traits of his character, and he counts among the women of his country some of his best and truest comrades in the great movement he is leading.»

«We who often glorify our tendency to ignore reason, installing in its place blind faith, valuing it as spiritual, are ever paying for its cost with the obscuration of our mind and destiny. I blamed Mahatmaji for exploiting this irrational force of credulity in our people, which might have had a quick result [in creating] a superstructure, while sapping the foundation. Thus began my estimate of Mahatmaji, as the guide of our nation, and it is fortunate for me that it did not end there.»



Alguém se esqueceu do filho na maternidade... (2)



(Eduardo Lourenço/Salazar)




Saturday, May 06, 2006

Caleidoscópio, 1945, Stefan Zweig



Stefan Zweig foi o meu primeiro escritor «a sério». Lembro-me perfeitamente de abrir o livro, começar a ler a primeira página e pensar: "Isto é diferente". Vinha da bagagem das Aventuras, dos 7(sim, ainda sou da geração que apanhou os livros dos pais da Enid Blyton), dos 5, dos policiais(hoje acho que a literatura policial não é nada menor, mas na altura tinha esse preconceito, apesar de devorar tudo o que havia na biblioteca caseira), das Ilhas do Tesouro, etc, etc, etc. Li o Amok e Carta a uma Desconhecida. Adorei. Depois li o Segredo Ardente, Três Paixões, Medo, Caleidoscópio, e outros... Desde esse primeiro dia, uma certeza(muito pessoal, pois claro): É um dos maiores escritores de todos os tempos. E mesmo a suposta ligação a Hitler não me interessa. A ser verdade, não me afecta. É do escritor que eu gosto. O homem não conheço. Tanto me faz. Vou continuar a lê-lo...

Alguém se esqueceu do filho na maternidade...


(Figo/Ricardo Rocha)




Friday, May 05, 2006



O novo álbum de Pearl Jam já está em grande movimento. O que dizer? A qualidade de sempre. Este Eddie Vedder não esgota a fonte...

Um cheirinho:

"If I keep holding out

Will the light shine through?

Under this broken roof

It's only rain that I feel

I've been wishin' out the days

Oh oh oh

Come back

(...) Please say that if you hadn't have gone now

I wouldn't have lost you another way

From wherever you are

Oh oh oh oh

Come back"

- Come Back

Thursday, May 04, 2006

Esplendor, Cibelle



Caía uma chuva fina

Em forma de confissão

E eu, solidão

Sou como a folha de outono

Que sem dono

Navegando chega aqui

Pra lhe dizer que o abandono

Já vai chegando ao fim

E eu, solidão

Só falta agora o teu sorriso

Um aviso

Que a luz do sol está por vir

E se você me vir vagando

Sem razão

Não vá pensar que o desengano

Mora no meu coração

Há muito tempo já se foi

A estação que vem depois

Descortina todo o esplendor

Caía uma chuva fina ...

Em forma de confissão

E eu, solidão

Sou como a folha de outono

Que sem dono

Navegando chega aqui

Pra lhe dizer que o abandono

Já vai chegando ao fim

E eu, solidão

Só falta agora o teu sorriso

Um aviso

Que a luz do sol está por vir

E se você me vir vagando

Sem razão

Não vá pensar que o desengano

Mora no meu coração

Há muito tempo já se foi

A estação que vem depois

Descortina todo o esplendor

Caía uma chuva fina...

Wednesday, May 03, 2006

You Are Welcome To Elsinore

Entre nós e as palavras há metal fundente
entre nós e as palavras há hélices que andam
e podem dar-nos morte violar-nos tirar
do mais fundo de nós o mais útil segredo
entre nós e as palavras há perfis ardentes
espaços cheios de gente de costas
altas flores venenosas portas por abrir
e escadas e ponteiros e crianças sentadas
à espera do seu tempo e do seu precipício

Ao longo da muralha que habitamos
há palavras de vida há palavras de morte
há palavras imensas, que esperam por nós
e outras, frágeis, que deixaram de esperar
há palavras acesas como barcos
e há palavras homens, palavras que guardam
o seu segredo e a sua posição

Entre nós e as palavras, surdamente,
as mão e as paredes de Elsinore

E há palavras nocturnas palavras gemidos
palavras que nos sobem ilegíveis à boca
palavras diamantes palavras nunca escritas
palavras impossíveis de escrever
por não termos connosco cordas de violinos
nem todo o sangue do mundo nem todo o amplexo do ar
e os braços dos amantes escrevem muito alto
muito além do azul onde oxidados morrem
palavras maternais só sombra só soluço
só espasmos só amor só solidão desfeita

Entre nós e as palavras, os emparedados
e entre nós e as palavras, o nosso dever falar

Mário Cesariny de Vasconcelos

A Um Deus Desconhecido, 1933, John Steinbeck


A book is like a man - clever and dull, brave and cowardly, beautiful and ugly. For every flowering thought there will be a page like a wet and mangy mongrel, and for every looping flight a tap on the wing and a reminder that wax cannot hold the feathers firm too near the sun. John Steinbeck

I hold that a writer who does not passionately believe in the perfectibility of man has no dedication nor any membership in literature. John Steinbeck

The Straight Story, 1999, David Lynch


Alvin Straight: There's no one knows your life better than a brother that's near your age. He knows who you are and what you are better than anyone on earth. My brother and I said some unforgivable things the last time we met, but, I'm trying to put that behind me... and this trip is a hard swallow of my pride. I just hope I'm not too late... a brother's a brother.

Alvin Straight: Anger, vanity, you mix that together with liquor, you've got two brothers that haven't spoken in ten years. Ah, whatever it was that made me and Lyle so mad... don't matter anymore. I want to make peace, I want to sit with him, look up at the stars... like we used to do, so long ago.

Alvin: I'd give each one of 'em a stick and, one for each one of 'em, then I'd say, 'You break that.' Course they could real easy. Then I'd say, 'Tie them sticks in a bundle and try to break that.' Course they couldn't. Then I'd say, "That bundle... that's family."

Tuesday, May 02, 2006

O meu tio, 1958, Jacques Tati


A prova de que um bom filme não tem idade. Nem a comédia. Nem a actualidade. Nem a qualidade. A qualidade não tem idade.

A (triste) lei do tabaco

Confesso já: sou fumador. Preciso de uma dose diária de uns quantos cigarros para assegurar a minha estabilidade mental. Sem cigarros, provavelmente ganharia anos de vida mas perderia, enquanto fumador que quer ser fumador, a mais básica opção que a um ser humano deve ser dada: a total responsabilidade sobre o seu corpo; a capacidade para reflectir e decidir as acções que sobre si exerce, com as consequências que daí advêm.
Por isso, quando oiço falar numa lei que me proibirá de fumar em qualquer espaço público «fechado», dou por mim em soluços, irado e maldisposto, pronto para comprar a primeira briga que apareça vinda de um qualquer bom samaritano, hipócrita e doente, com vontades de «saúde pública». Qual será a saúde pública de um imbecil que faz uma lei destas? Quem, no seu perfeito juízo, admite como correcta a mais primária ditadura sobre cada um de nós? Numa sociedade doente e cheia de vícios (sim, vícios, energúmeno sentado na cadeira da intolerância, o que é que você chama aos 40 comprimidos que toma por dia? ou aqueloutro ali ao fundo que passa 2 horas por dia no ginásio para compensar as alarves comezainas que ingere ao almoço?), quem poderá atirar a primeira pedra?
O que está em causa, e sempre esteve, é a liberdade de uns em favor dos outros. O mundo e as suas leis caminham, se devem caminhar para algum lado, para o encontro de todas as liberdades de todos os seres, sem que para isso tenhamos de afugentar «viciados», perseguir «assassinos» ou salvar «santos saudáveis».
Que me digam que não devo (ou não posso!) fumar em todos os sítios; que não posso pôr em risco a saúde dos outros por ter um vício; que os fumadores passivos não têm culpa da minha opção pessoal, eu aceito. Que me digam que não tenho qualquer possibilidade de escolha, nem alternativa em espaços públicos «fechados» quando quiser beber um copo e fumar um cigarro, não aceito. Radicalmente, não aceito. E prefiro fugir do país a ter de fumar em barracas instaladas à frente dos prédios, como se faz no Japão. Sim, porque depois dos espaços públicos «fechados» virão as ruas, como já acontece em vários sítios do planeta. Costa Oeste dos Estados Unidos incluída, pois claro. Se nós importamos tudo dessa gente musculada, oleosa e provavelmente com um pedaço de pele do cú a fazer de bochecha, por que não importar-lhes também a mania da saúde gratuita? O fundamentalismo do sabão macaco, da eternidade em proveta? Porque não.
Em primeiro lugar, porque as leis não são feitas para viajar indecentemente sobre as fronteiras. O que tem ou pode ter sentido num país como os Estados Unidos, principalmente na Costa do Pacífico, não tem ou poderá não ter absolutamente nada a ver com a nossa realidade. São questões culturais, pois claro que são. E é melhor que o não esqueçamos nunca. O facto de devermos prezar a liberdade dos outros é universal; a assimilação de regras e o comportamento dos povos não o é. Se se faz uma lei em Portugal sobre a permissão ou proibição do tabaco em espaços públicos, que se faça uma lei que englobe a análise e compreensão da idiossincrasia nacional. Não é um manifesto de exclusão ao resto do mundo; é, antes, uma intenção de conseguirmos primeiro compreender-nos para depois sermos civilizados. Connosco e com os outros.
Depois, porque os exemplos que temos dessas sociedades não são exemplo para ninguém do que deve ser a luta por uma saúde melhor. Que espécie de perseguição é esta? E virão outras? O álcool também será proibido em espaços públicos «fechados»? A criança a chorar aos ouvidos, a meio metro de nós, será punida? O bêbedo que vem ter connosco, curar a solidão, será preso? Aquela velha, que cheira mal dos sovacos, será recambiada para alguma casa-de-banho pública? O dono do carro que não trata do tubo de escape, será ele enviado em vaivém especial pelo buraco do ozono que ele próprio criou? Aquela menina que prefere o spray ao stick? Aquele imbecil que acha os caixotes do lixo estão sempre longe de mais, não terá culpa na saúde pública dos portugueses? Ou, então, talvez faça sentido perguntarmos primeiro: o que é saúde pública?
Fechem-se áreas dentro dos espaços comerciais, dividindo-os em fumadores e não fumadores, onde os fumadores que decidirem ir para a área «saudável» assumam a sua opção e dentro da sua civilidade, não fumem. E se a não tiverem, aí sim, que sejam obrigados a abandonar o local. E o contrário também é válido: que o não fumador que entrar na zona dos fumadores não venha com tretas moralistas para os que, com todo o direito, decidem matar-se aos poucos – parece-me isto bem mais razoável, humano e - por que não dizê-lo? – apropriado a um povo como o nosso. Nós não somos melhores, nem piores; não queiram é que sejamos iguais na reacção que temos à proibição dos nossos próprios vícios.
Não chega? Que façam, então, aprovar uma lei que determina que alguns espaços são de fumadores, e outros de não-fumadores. É óbvio que é subjectivo, mas penso que bem feita, a lei poderia ter sentido, e evitar-se-ia a exclusão total de quem possui a normal (qual será a maioria?) mania de «chaparrar» em público.
No entanto, de todas as possibilidades, a que eu prefiro, não é nenhuma destas duas. Prefiro bem mais uma lei que pudesse deixar ao critério dos comerciantes (não serão eles os interessados e intervenientes principais nisto tudo?) a escolha de rotularem o seu sítio de espaço de fumo ou não. Parece-me bem mais justo que um não-fumador abdique de ir a um sítio por ser de fumo ou, pelo contrário, assuma o risco de saúde indo a um desses sítios, do que proibir o fumador de fumar em todos os locais «fechados».
Eu compreendo que num centro comercial como o Colombo ou, pior ainda, o Corte Inglês, seja proibido fumar. Não me faz confusão. Se lá quiser ir, assumo o abdicar do meu vício em prol da saúde das massas, porque aí é absurdamente compreensível. O que não aceito, nem posso aceitar, é que esta lei ridícula queira abranger TODOS os espaços comerciais «fechados». Note-se que a lei que querem aprovar inclui tascas. Não estaremos a ser um bocadinho fundamentalistas? Nós, que tanto desprezamos a ideia de repressão e que ainda não esquecemos o que de mau vivemos há menos de trinta e cinco anos?
E a ser aprovada a lei, alguém terá pensado no que essa lei traz de modificações sociais a um país como o nosso? O espaço público português, ao contrário de, por exemplo, o espaço público escandinavo, não funciona apenas em grande escala no fim-de-semana. O café, a tasca, o bar, o restaurante são espaços sociais de enorme importância para a sobrevivência quotidiana do português. Sim, do tuga. O tuga não é especial, não é melhor, não é pior, mas não é igual a todos os outros povos. É parecido, ou mais parecido, com alguns (chamando os «hermanos» de sempre, achar-se-á que em Espanha alguém tomará essa medida?). E substancialmente diferente de muitos. Importar leis sociais não é o mesmo que importar bananas ou cacau. Despoleta graves convulsões no seio das características de um povo.
Quem assume uma lei destas como essencial para o nosso país só é uma de duas coisas: ou egoísta, por ter onde fumar os seus cubanos, para além dos espaços a que o povo tem direito; ou profunda e tristemente insensível. Em qualquer dos dois casos, uma certeza: é um verdadeiro imbecil.

Já desconfiava...

Your Scholastic Strength Is Developing Ideas
You can take a spark of inspiration and turn it into a full fledged concept.You are talented at brainstorming, visualizing, organizing, and independent thinking.
You should major in:
Natural sciencesComputer scienceCreative writingMathArchitectureJournalism

Morangos Silvestres, 1957, Ingmar Bergman




Sten Alman: Me and my wife are dependent on each other. It is out of selfish reasons we haven't beaten each other to death a long time ago.

Fear and Loathing

You Are Las Vegas

Wild and uninhibited, you enjoy all of life's vices.
You're a total hedonist, especially with sex, gambling, and drinking.
You shine brightly every night, but you do the ultimate walk of shame each morning.

Famous Las Vegas residents: Wayne Newton, Howard Hughes, Penn & Teller, Siegfried & Roy